A versão original deste capítulo argumentava que Minas Gerais provava que o padrão da série era institucional, não geopolítico, porque "não há China" no ativo-vitrine (Sigma Lithium: Nasdaq/TSXV/B3, fornecimento para a LG sul-coreana). Essa afirmação estava incompleta. Há capital chinês real, direto e documentado em MG sob o mesmo governo Zema — só que ele não está no ativo que Zema escolheu levar à Nasdaq. A CRRC fornece os trens do Metrô BH (R$700mi), a Midea investiu R$828mi em dois ciclos no Sul de Minas, e a própria BYD comprou direitos minerais de lítio em Coronel Murta — dentro do mesmo Vale do Jequitinhonha da Sigma, só que num município e projeto diferentes. O padrão institucional (região pobre, pompa internacional, ausência de retorno per capita público, conversão eleitoral) permanece confirmado — mas a tese de que MG é o capítulo "sem China" da série não resiste à checagem mais ampla. Ver seção China Paralela abaixo.
Como pré-candidato à Presidência em 2026, Zema foi convidado por Marco Rubio para um evento de minerais críticos em Washington, e o governo Trump sondou Minas Gerais (entre outros estados) sobre acesso a lítio e terras raras. É o mesmo setor mineral, no mesmo Vale do Jequitinhonha, onde ele mesmo atraiu capital chinês (BYD) como governador. Não há, nas fontes consultadas, declaração pública de Zema explicando como concilia os dois eixos — permanece pergunta aberta e testável, não uma contradição documentalmente irregular. pergunta aberta testável
Goiás, Amazonas e Minas Gerais: três governadores, três partidos, três projetos minerais distintos, mesma sequência — deixar o executivo estadual para disputa federal em 2026. Mas Zema difere de Caiado e Wilson Lima num ponto: ele abandonou o Vale do Lítio como bandeira de campanha quando a estratégia não performou nas pesquisas, migrando para confronto institucional com o STF. Isso mostra que a conversão de ativo econômico em capital eleitoral não é fórmula garantida — é uma aposta que pode ser descartada se não funcionar.