Santa Catarina entra na série como o capítulo com menor grau de captura efetiva documentada — nenhum dos três eixos investigados (montadora elétrica, ferrovias, mercado de frango) resultou em transferência confirmada de ativo, propriedade ou infraestrutura a capital chinês até o fechamento desta rodada (mar/2026).
O eixo mais revelador é o da JMEV: uma comitiva de deputados estaduais da Alesc — não o governador — negocia diretamente em Nanchang e assina termo de intenção em Pequim (id_1766) para trazer a fábrica a SC. O que a comitiva aparentemente não sabia, ou não mencionou publicamente: a JMEV já tinha firmado, um mês antes, acordo com uma empresa mineira (E-Motors) para produzir em Jaguaré, Espírito Santo (id_1764). Resultado, dez meses depois: nem a fábrica catarinense, nem a capixaba, avançaram — os carros chegam ao Brasil por importação direta (id_1770).
O eixo ferroviário (PowerChina, CRRC, CRCC) segue em fase de reconhecimento técnico — nenhum contrato assinado até a data de fechamento. O eixo do frango (GACC) é um caso de controle: acesso a mercado, não captura de ativo, e não deve ser lido sob o mesmo padrão P05/P10 dos demais capítulos.
| ID | Evento | Fonte primária |
|---|---|---|
| 1764 | JMEV/E-Motors, Jaguaré (ES) | UAI · BHAZ |
| 1765 | Alesc × JMEV, Nanchang | Agência Alesc |
| 1766 | Termo de intenção, Pequim | Alesc (oficial) |
| 1767 | PowerChina + CRRC, ferrovias | SPAF-SC (oficial) |
| 1768 | GACC, retomada frango | Sec. Agricultura SC (oficial) |
| 1769 | CRCC/CRRC/Inspur, visita técnica | NSC Total |
| 1770 | JMEV sem fábrica confirmada, mar/2026 | Carango Elétrico |