Ministro do STF • Relator do INQ 4.781 • Ex-presidente do TSE
Figura central e mais controversa do inquérito. Na condição de relator, acumulou poderes excepcionais: determinou buscas e apreensões, decretou prisões, ordenou bloqueios de contas em redes sociais e suspendeu mandatos parlamentares — tudo no mesmo processo que ele próprio instrui. Sua atuação foi comparada por juristas ao modelo inquisitorial medieval, com fusão das funções de investigador, acusador e julgador. Revelações do Twitter Files Brasil mostraram requisições de remoção de conteúdo sem ordem judicial formal.
Relator INQ
Bloqueios digitais
Prisões políticas
Suspensão de mandatos
Sistema inquisitorial
Ministro STF • Ex-Presidente do STF • Abriu o inquérito em 2019
Foi o presidente do STF que em 14 de março de 2019 determinou de ofício a abertura do INQ 4.781, invocando o art. 43 do RISTF. Sua decisão foi contestada pela PGR e por juristas que apontavam inconstitucionalidade na instauração de inquérito por tribunal sem participação do Ministério Público. O ato fundador criou precedente de autopreservação judicial sem base clara na Constituição.
Abertura de ofício
Art. 43 RISTF
Decisão contestada
Presidente STF 2018-2020
Advogado • Articulador do PL das Fake News • Ligado ao ecossistema STF
Figura ligada ao ecossistema de articulação do chamado "PL das Fake News" (PL 2630/2020), o polêmico projeto de lei sobre regulação de conteúdo digital que ficou conhecido como "PL da Censura" por seus críticos. Sua atuação como articulador colocou-o na intersecção entre o campo jurídico-institucional e o político, num movimento de construção de arcabouço legal complementar ao inquérito para controle da narrativa digital. A aprovação do projeto abriria caminho para punições administrativas paralelas às judiciais.
PL 2630/2020
PL das Fake News
Regulação digital
Censura institucional
Articulação legislativa
Ativista conservadora • Produtora de conteúdo digital • Bolsonarista
Ativista e produtora de conteúdo ligada ao campo conservador, investigada no âmbito do inquérito por suposta participação na disseminação de narrativas contra o STF e seus ministros. Seu caso exemplifica a ampliação do escopo investigativo, que passou a incluir figuras de menor projeção pública mas com atuação em redes de mobilização digital. Sua inclusão no inquérito foi interpretada como sinal de que qualquer crítica, mesmo de figuras sem mandato ou função pública, poderia resultar em investigação criminal.
Ativismo digital
Campo bolsonarista
Conteúdo crítico STF
Investigada
Ex-ator • Ex-deputado federal PSDB/SP • Aliado e depois crítico de Bolsonaro
Trajetória complexa no contexto do inquérito: eleito deputado federal na onda bolsonarista de 2018, rompeu com Bolsonaro em 2019 e passou a atacar o então presidente nas redes sociais. Sua figura é emblemática da divisão interna do campo conservador. Sua inserção nas investigações reflete o caráter político do inquérito, que monitorou tanto apoiadores quanto dissidentes do bolsonarismo. É personagem que exemplifica como o processo não tinha alinhamento ideológico definido entre seus alvos — atacava quem atacava o STF.
Ex-deputado federal
Dissidente bolsonarista
PSDB-SP
Redes sociais
General de Exército • Ex-ministro da Secretaria de Governo de Bolsonaro
General que serviu como ministro de Bolsonaro e depois se tornou um dos militares mais críticos ao radicalismo do campo bolsonarista. Sua inclusão no contexto do inquérito reflete as tensões entre facções militares — os chamados "kids pretos" (mais radicais) versus os generais da "velha guarda" institucionalista. Santos Cruz tornou-se voz dissonante ao defender institucionalismo e criticar a postura antidemocrática. O inquérito criou um ambiente de vigilância permanente sobre discursos militares críticos a qualquer setor.
General 4 estrelas
Ex-ministro
Institucionalista
Crítico dos radicais
Fissura militar
Ex-Ministro STF (aposentado 2021) • Crítico interno do INQ
Único ministro do STF que durante anos questionou abertamente a legalidade do inquérito, votando contra sua manutenção. Afirmou que o RISTF não poderia criar poder constituinte derivado e que a instauração de ofício violava a Constituição. Sua aposentadoria compulsória em 2021 eliminou a voz dissidente mais consistente dentro do próprio STF sobre o assunto.
Voto divergente
Inconstitucionalidade
Aposentado 2021
Dissidência interna
Ex-deputado • Presidente PTB • Preso duas vezes no contexto do inquérito
Ex-deputado e aliado de Bolsonaro que foi preso em outubro de 2022 após atacar ministros do STF e atirar granadas e tiros em policiais federais que foram cumprir mandado de busca e apreensão. Seu caso representa o extremo da escalada de confronto entre aliados de Bolsonaro e o tribunal. Havia sido colocado em prisão domiciliar antes do episódio violento. Seu comportamento extremado foi utilizado para justificar medidas mais duras no âmbito do inquérito.
Preso 2022
Ataque à PF
Aliado Bolsonaro
PTB
Ex-assessor especial para Assuntos Internacionais do governo Bolsonaro
Ex-assessor de Bolsonaro, considerado um dos principais articuladores ideológicos do bolsonarismo. Condenado por tentativa de golpe de Estado no âmbito das investigações do 8 de janeiro. Seu perfil representa o núcleo ideológico duro do bolsonarismo e a ligação entre o discurso nas redes sociais e a articulação política real. Investigado pelo INQ 4.781 antes da separação dos autos para o processo do golpe.
Assessor presidencial
Ideólogo bolsonarista
Condenado golpe
8 de janeiro
Ministro STF • Indicado por Bolsonaro • Votos divergentes ocasionais
Indicado pelo próprio Bolsonaro para o STF em 2021, tornou-se o único ministro a votar em algumas ocasiões contra medidas do inquérito ou a favor de investigados. Sua posição institucional é contraditória: foi indicado por quem é investigado e mantém votos divergentes pontuais, mas sem ruptura com a maioria do tribunal. Representa a tensão interna persistente sobre os limites do inquérito.
Indicado Bolsonaro
Votos divergentes
Tensão institucional
Governador de Minas Gerais • Pré-candidato à Presidência 2026 • Novo
Pré-candidato à Presidência incluído no INQ 4.781 por solicitação do ministro Gilmar Mendes, após publicar vídeo com fantoches do próprio Gilmar. O STF não tem competência para julgá-lo: governadores com prerrogativa de foro no STJ, e o foro por prerrogativa não se estende a pré-candidatos. A inclusão de um adversário eleitoral de Lula no inquérito — via Gilmar, enquanto o STF declarava o inquérito "necessário" nas eleições — concentra o padrão de uso seletivo do aparato penal como instrumento de neutralização política eleitoral.
Governador MG
Pré-candidato 2026
Incompetência STF
Vídeo-sátira
Gilmar solicitou
Deputado Federal • PL/GO • Crítico do STF e do governo Lula
Tornado réu pela 1ª Turma do STF por associar o presidente Lula ao nazismo. O caso documenta a contradição jurisprudencial em estado bruto: o deputado José Neto chamou o próprio Gayer de "nazista" — denúncia rejeitada pela mesma 1ª Turma. O ministro Flávio Dino associou Bolsonaro ao nazismo e o chamou de "serial killer" — sem qualquer processo. O duplo padrão de aplicação do tipo penal é a própria evidência do uso seletivo da lei como instrumento político.
Deputado federal PL
1ª Turma STF
Duplo padrão
Analogia ao nazismo
Criminalização política
Senador • PL/RJ • Principal adversário do campo governista em 2026
Moraes abriu inquérito contra Flávio Bolsonaro por post que menciona Lula e acusa o Foro de São Paulo de crimes — enquanto o próprio Lula e correligionários acusaram Jair Bolsonaro de genocídio em inúmeras ocasiões sem qualquer consequência processual. A simetria quebrada — crítica ao governo gera inquérito, acusação pelo governo não gera nada — documenta o princípio de seletividade como norma operacional do STF/PGR, e não como exceção.
Senador PL/RJ
Post sobre Foro SP
Seletividade penal
Adversário eleitoral
Cidadão anônimo • Alvo de busca e apreensão por criticar parentes do ministro Flávio Dino
Moraes ordenou busca e apreensão contra um blogueiro por publicações sobre parentes do ministro Flávio Dino — utilizando o INQ 4.781 como base processual. O caso representa a face mais crua do padrão: membros do tribunal passaram a ter seus familiares protegidos pelo aparato penal do próprio tribunal. Manifestações jornalísticas sobre a vida pública de ministros ou seus círculos tornaram-se objeto de persecução penal, eliminando qualquer separação entre a pessoa do magistrado e a instituição que ele tutela.
Busca e apreensão
Crítica a parentes Dino
Jornalismo perseguido
INQ como escudo pessoal
Ministro STF • Decano • Solicitou inclusão de adversários eleitorais no inquérito
Formalmente não é relator do INQ 4.781, mas atua como vetor de expansão de seus alvos: solicitou a inclusão do governador Romeu Zema no inquérito após vídeo satírico com fantoches do próprio Gilmar. Declarou publicamente que o inquérito será "necessário" nas eleições de 2026 — transformando o processo num instrumento explícito de gestão eleitoral. Simultaneamente, abriu queixa-crime pessoal contra um influencer que o chamou de "gordola". O consórcio STF/PGR opera com Gonet (ex-sócio de Gilmar) como chancela acusatória.
Solicitou inclusão Zema
Instrumento eleitoral 2026
Queixa-crime pessoal
Ex-sócio de Gonet/PGR
Decano STF
Procurador-Geral da República • Ex-sócio de Gilmar Mendes • Nomeado por Lula
Ex-sócio de Gilmar Mendes, nomeado PGR pelo governo Lula, opera segundo o editorial do Estadão como "fiel tarefeiro de seu ex-sócio e companhia limitada". Oferece denúncias contra críticos do governo e do STF com base em meias inferências; ignorou o contrato de R$ 129 milhões entre Daniel Vorcaro (Banco Master) e o escritório de advocacia da mulher de Alexandre de Moraes — que sequer foi tratado como indício. A PGR, que deveria funcionar como contrapeso acusatório independente, foi capturada para operar como linha de montagem da persecução seletiva.
PGR desde 2023
Ex-sócio Gilmar
Nomeado por Lula
Seletividade acusatória
Captura do MP