⚠ Investigação Ativa PGR + PF + GAECO-SP Deflagrada: 25.02.2025 // lawfare-timeline.vercel.app · CC0 1.0
OPERAÇÃO HYDRA
A Lavanderia Global das Fintechs — Dossiê Investigativo 2026
R$ 6bi
Volume documentado
15+
Países envolvidos
Prisões de Cyllas Salerno
2
Fintechs — hub central
1
Whistleblower executado
Mapa Mental — Estrutura da Operação Hydra
🎯
Ponto Cego Central: Beneficiários Finais não identificados
O MP denunciou 3 pessoas em março/2025, mas não divulgou as identidades. As LLCs em Delaware e Hong Kong que receberam os R$ 6bi permanecem sem proprietários identificados publicamente. Este é o mesmo padrão recorrente do lawfare-timeline: a investigação para antes de chegar ao topo.
OPERAÇÃO HYDRA — Grafo de Relações
Legenda abaixo
HYDRA HUB 2GO + InvBank R$ 6bi · 15 países · 2019-2025 MPSP + PF + GAECO 2GO BANK Cyllas Salerno Elia Jr. Policial Civil / DEIC / CEO Preso 3× · HC 2024 INVBANK Cara Preta · Japa PCC como cotistas diretos Cara Preta morto em 2021 WHISTLEBLOWER A. V. Gritzbach Executado em GRU · Nov/2024 Delação: out/2024 · 8 dias antes PCC Anselmo "Cara Preta" Rafael "Japa" (suicídio forçado) Smurfing + laranjas Criptoativos + câmbio 13 setores economia formal HEZBOLLAH Conexão Terrorista Alerta: Ministério Defesa Israel Carteiras cripto compartilhadas R$ 500bi? em carteiras PCC OFFSHORES Delaware · Cayman LLCs — beneficiários OCULTOS Padrão: Carbono Oculto + Master CRIPTOATIVOS Hong Kong · China Carteiras PCC + Hezbollah Blockchain rastreamento OFAC OP. TAI-PAN (nov/2024) Cyllas preso 1ª vez Lavagem para chineses Solto: jan/2025 (HC) BANKROW Inst. pagamento paralela Carbono Oculto · BK Bank CARA PRETA (morto) Emboscada: dez/2021 Mandante: Gritzbach CASAS DE APOSTAS Canal adicional lavagem → Op. Spare (set/2025) EXPORTADORA HOUSTON Texas (EUA) — fachada OFAC relevante / MLAT? HONG KONG · CHINA Destino final cripto ← Cyllas: lavagem chineses LEGENDA Conexão PCC Conexão terrorismo Fluxo financeiro Whistleblower
🏦
Hub Central
2GO Bank + InvBank
Fintechs não reguladas operando como "paraíso fiscal doméstico". Sem supervisão direta do Banco Central para escala de movimentação. Modelo de contas-bolsão pulverizava recursos via laranjas.
Shadow Banking Contas-bolsão
🕵️
Fonte: Delação Gritzbach
Depoimento: 31/out/2024
Antônio Vinicius Lopes Gritzbach prestou depoimento à Corregedoria da Polícia Civil 8 dias antes de ser executado com tiros de fuzil no Aeroporto de Guarulhos. Foi o gatilho da Operação Hydra.
Delação Premiada Silenciado
🌍
Dimensão Geopolítica
Alerta: Tel Aviv
Ministério da Defesa de Israel alertou o Brasil sobre carteiras de criptomoedas compartilhadas entre PCC e Hezbollah no 2GO Bank. Primeira conexão documentada entre facção brasileira e terrorismo internacional.
Mossad Intel OFAC Relevante
Mapeamento de Atores — Hydra
Identidades ocultadas pelo MP
O MPSP denunciou 3 pessoas em março/2025 sem divulgar nomes. Este padrão — denúncia sem identificação pública — dificulta o rastreamento dos beneficiários finais dos R$ 6 bilhões. Ponto crítico de investigação.
Ator Função no Esquema Status Conexão Sistêmica
Cyllas Salerno Elia Júnior
Policial Civil (DEIC) / CEO 2GO Bank
Fundador e operador da 2GO Bank. Arquitetou a engenharia financeira de contas-bolsão. Sócio dos líderes do PCC no esquema de lavagem. Preso 3× Op. Tai-Pan (nov/24) → HC (jan/25) → Op. Hydra (fev/25) → 3ª prisão (set/25)
Anselmo Santa Fausta
"Cara Preta" — liderança PCC
Cotista direto da InvBank. Apontado como sócio de Cyllas na 2GO Bank. Comandava o fluxo financeiro da facção via fintechs. Morto (dez/2021) Morto em emboscada no Tatuapé-SP. Gritzbach apontado como mandante do crime.
Rafael Maeda Pires
"Japa" — liderança PCC
Cotista direto da InvBank. Participou da estruturação financeira das fintechs como canal de lavagem do PCC. Morto (suicídio forçado) Teria sido obrigado a cometer suicídio por membros da própria facção.
A. V. Lopes Gritzbach
Whistleblower / empresário
Também lavava dinheiro para o PCC. Entrou em conflito com a facção após o caso Cara Preta. Delatou o esquema à Corregedoria. Informações usadas pelo MPSP na Hydra. Executado (nov/2024) Executado a tiros de fuzil no Aeroporto de Guarulhos, 8 dias após o depoimento.
3 Denunciados (identidade oculta)
MPSP — denúncia março/2025
MP denunciou 3 pessoas em março/2025 por lavagem de R$ 6 bilhões. Identidades não divulgadas publicamente até o momento. Identidade ocultada Lacuna investigativa crítica — potencial proteção de beneficiários de topo.
Garip Uç
Químico turco — laboratório Dry Marroquino
Preso em operação que desmantelou laboratório PCC de produção de Dry Marroquino (haxixe turco). Solicitou refúgio no Brasil em 2020. Evidencia conexão PCC-Hezbollah via rotas de drogas. Preso (2023) Conexão PCC-Hezbollah via produção compartilhada de drogas. Op. 2023.
Padrão de Silenciamento
💀
Cadeia de Mortes e Silêncios
2021 → 2024 → 2025
Cara Preta (morto 2021) → Japa (morto forçado, data imprecisa) → Gritzbach executa depoimento e é executado 8 dias depois (nov/2024). O padrão é claro: os que sabem demais são eliminados antes de completar a cooperação. Cyllas, por sua vez, é preso, solta via HC, preso novamente — 3 vezes em 10 meses.
P2 — Investigado vira alvo Whistleblower silenciado
⚖️
Habeas Corpus como Escudo
Jan/2025 — padrão recorrente
Cyllas Salerno foi preso em nov/2024 na Op. Tai-Pan, obteve HC em jan/2025, foi preso novamente na Op. Hydra em fev/2025, e preso uma terceira vez em set/2025. O uso de habeas corpus para liberação temporária de investigados é o Padrão 1 do lawfare-timeline: anulação por defecto processual / instrumento judicial como escudo.
P1 — Anulação processual HC como blindagem
O Mecanismo de Lavagem — 7 Camadas
🔬
Inovação vs. Lava Jato: o salto tecnológico do crime
Na Lava Jato, o veículo era o doleiro com conta no exterior. Na Carbono Oculto, eram postos de combustível e fundos REAG. Na Hydra, são fintechs reguladas como "instituições de pagamento" — um upgrade regulatório que criou uma brecha sistêmica de proporções inéditas.
Tipologias documentadas pelo MPSP
01 · SMURFING
Fracionamento sistemático de transações abaixo dos limites de monitoramento do COAF. Milhares de depósitos pequenos que somados constituem R$ 6 bilhões.
02 · CONTAS LARANJA
Contas de terceiros sob controle total das fintechs. Depósitos recebidos eram imediatamente transferidos para cadeia de laranjas que pulverizava a origem.
03 · CRIPTOATIVOS
Conversão de reais em criptomoedas via carteiras não-custodiais. Destino: Hong Kong e China. Carteiras compartilhadas com o Hezbollah — alerta israelense.
04 · EMPRESAS FACHADA
Constituição de pessoas jurídicas sem atividade real para receber e repassar valores. Padrão idêntico ao documentado no Carbono Oculto e Compliance Zero.
05 · EMPRÉSTIMOS FICTÍCIOS
Recursos ilícitos reinjetados na economia formal como "empréstimos" contraídos por empresas fachada junto às próprias fintechs — ciclo fechado de lavagem.
06 · CÂMBIO INTERNACIONAL
Triangulação em 15 países: EUA, Paraguai, Peru, Holanda, Argentina, Bolívia, Canadá, Panamá, Colômbia, UK, Itália, Turquia, Dubai, HK e China. Estrutura de dispersão internacional.
Fluxo de Capital — Visualização
ORIGEM
Tráfico + Crimes
PCC
INSERÇÃO
2GO + InvBank
contas-bolsão
PULVERIZAÇÃO
Smurfing
1000+ contas
CONVERSÃO
Cripto + Câmbio
15 países
SAÍDA
Delaware + HK
offshores ocultos
RETORNO
"Investimento"
dinheiro limpo
Por que fintechs e não bancos tradicionais?
Brecha regulatória explorada por design
Instituições de pagamento (IP) têm supervisão menos rigorosa que bancos
COAF recebe relatórios, mas rastreamento é retroativo, não preventivo
Modelo "conta-bolsão" legalmente permitido — recursos de vários clientes numa só conta
Velocidade de abertura de contas sem KYC robusto
Brecha da e-Financeira: em dez/2024, normativas de transparência foram revogadas após fake news
Comparativo: BK Bank vs 2GO Bank vs InvBank
BK Bank (Carbono Oculto): R$ 46bi · artéria PCC na Faria Lima
2GO Bank (Hydra): R$ 6bi · policial como CEO · PCC direto
InvBank (Hydra): cotistas = lideranças PCC (Cara Preta + Japa)
Bankrow (Carbono Oculto): canal paralelo adicional

Hipótese sistêmica: infraestrutura jurídico-financeira comum atrás dos três casos.
Conexões Sistêmicas — Hydra no Ecossistema Lawfare-Timeline
🔗
Hipótese central: infraestrutura jurídico-financeira transversal
A Hydra não é isolada. Os mesmos padrões (fintechs não reguladas, contas-bolsão, offshores Delaware, blindagem via Judiciário) aparecem em Carbono Oculto, Compliance Zero e Sem Desconto. A pergunta não respondida: são escritórios, estruturadores ou pessoas físicas comuns a todos esses esquemas?
Nós de Conexão Identificados
🏦 Fintechs como Banco Paralelo
🌐 Offshores Delaware
⚖️ STF como Chokepoint
🔴 PCC em todos os casos
💬 Whistleblowers eliminados
🌎 Cooperação EUA — ausente
Linha do Tempo das Operações Conectadas
Nov/2024 — Op. Tai-Pan → Hydra
Cyllas Salerno preso na Op. Tai-Pan (PF) por lavagem de R$ 6bi via fintechs. Solto via HC em jan/2025. Gritzbach delatou o esquema à Corregedoria em out/2024, sendo executado em nov/2024. A Op. Hydra (fev/2025) é diretamente construída sobre essa delação.
Ago/2025 — Carbono Oculto → Hydra
A Op. Carbono Oculto (ago/2025) expõe o BK Bank como banco paralelo do PCC com R$ 46bi. O mesmo padrão de fintechs não reguladas como artéria financeira do crime organizado. Evidência de ecossistema financeiro ilícito compartilhado.
Nov/2025 — BC denuncia ao MPF
Banco Central denuncia ao MPF a intersecção entre fundos REAG (investigados PCC no Carbono Oculto) e o Banco Master (Compliance Zero). Primeiro elo formal público conectando crime organizado, mercado financeiro e banco comercial regulado.
Set/2025 — 3ª prisão de Cyllas
Cyllas Salerno é preso pela terceira vez, desta vez por suspeita de aplicar golpes. A progressão — Tai-Pan → Hydra → 3ª prisão — ilustra a dificuldade de manter investigados presos quando o sistema judicial oferece múltiplos recursos de liberação.
Matriz de Riscos — Investigação Ativa 2026
Beneficiários finais ocultos permanentemente
O MP denunciou 3 pessoas sem revelar identidades. As LLCs em Delaware que receberam os R$ 6bi não tiveram beneficiários identificados publicamente. Com o prazo prescricional correndo, o silêncio pode ser intencional.
CRÍTICO · P6 — Prescrição estratégica
Chokepoint STF / Sigilo Judicial
O caso Compliance Zero (conexo) está no STF sob sigilo com Toffoli como relator. O padrão do lawfare-timeline indica que casos que chegam ao STF tendem a parar antes dos beneficiários finais.
CRÍTICO · P3 — Captura judicial emergencial
Execução de testemunhas / delatores
Gritzbach foi executado 8 dias após depoimento. Cara Preta e Japa (cotistas InvBank) já estão mortos. O padrão de eliminação de fontes é um risco ativo para qualquer novo colaborador.
CRÍTICO · P2 — Investigados se tornam alvos
Habeas Corpus como instrumento de liberação serial
Cyllas preso 3 vezes, com pelo menos 1 liberação via HC. O STJ/STF como revisores de prisões preventivas cria oportunidades de liberação que fragmentam a investigação e permite destruição de evidências.
ALTO · P1 — Anulação processual
MLAT EUA não ativado — janela se fecha
Os registros das LLCs em Delaware e da exportadora em Houston estão no DOJ. O MLAT existe mas não foi formalmente ativado. Com as eleições de 2026 e mudanças políticas, a cooperação americana pode tornar-se ainda mais improvável.
ALTO · Cooperação internacional em risco
Brecha e-Financeira não corrigida
As normativas de transparência para fintechs (e-Financeira) foram revogadas pela Receita Federal em dez/2024 após campanha de fake news. A brecha estrutural que permitiu a Hydra permanece aberta. Quem produziu as fake news? Pergunta sem investigação.
ALTO · P4 — Weaponização da mídia
Janela eleitoral 2026 — risco de arquivamento
Com eleições em outubro/2026, há incentivo político para que investigações que envolvam múltiplos atores econômicos sejam paralisadas ou arquivadas silenciosamente antes do pleito.
MÉDIO · Padrão histórico de paralisia pré-eleitoral
Dispersão investigativa: PGR + PF + GAECO-SP
Sem um GAECO Nacional, a investigação está fragmentada entre procuradoria federal, polícia federal e ministério público estadual. Sobreposição de competências pode criar conflitos jurisdicionais exploráveis pela defesa.
MÉDIO · Lacuna institucional estrutural
Perguntas Não Respondidas — Lacunas Investigativas
?01 Quem são os 3 denunciados cujas identidades o MP ocultou em março/2025?
?02 Quem são os beneficiários finais das LLCs em Delaware que receberam os R$ 6bi?
?03 Qual é a sobreposição entre a carteira cripto do 2GO Bank e as carteiras do Hezbollah identificadas por Israel?
?04 Existe infraestrutura jurídico-financeira comum entre Hydra (2GO/InvBank), Carbono Oculto (BK Bank) e Compliance Zero (REAG/Master)?
?05 Quem produziu e disseminou as fake news que resultaram na revogação das normativas e-Financeira em dez/2024?
?06 Qual a extensão da conexão PCC-Hezbollah via Dry Marroquino além do químico turco Garip Uç?
?07 Por que o MLAT Brasil-EUA não foi ativado apesar de Haddad ter levado o material formalmente a Trump?
?08 Há outros policiais civis ativos além de Cyllas com participação em fintechs de lavagem?
?09 O esquema Hydra está conectado ao consignado fraudulento do INSS (Sem Desconto) via financeiras não bancárias?
?10 Qual o valor real movimentado — R$ 6bi documentados ou valor superior ainda não rastreado?
Checklist Investigativo 2026 — Operação Hydra
Progresso geral da investigação0%
🔴 PRIORIDADE CRÍTICA
Identificar beneficiários das contas em Delaware e LLCs receptoras dos R$ 6bi
Instrumento: MLAT Brasil-EUA · DOJ acesso registros Delaware · Ação prioritária
CRÍTICO
Divulgar publicamente a identidade dos 3 denunciados pelo MPSP em março/2025
Status: identidades retidas pelo MP · Risco: prescrição ou arquivamento silencioso
CRÍTICO
Mapear carteiras cripto PCC × Hezbollah — cruzamento com alerta israelense
Instrumento: OFAC blockchain analytics · Cooperação Mossad/DEA · Tel Aviv alert
CRÍTICO
Investigar quem produziu as fake news que reverteram a e-Financeira em dez/2024
Brecha continua aberta · Possível ação coordenada de beneficiários do esquema
CRÍTICO
Protocolo de proteção de delatores: aprender com o caso Gritzbach
Executado 8 dias após depoimento · Ausência de protocolo de proteção evidenciada
CRÍTICO
🟡 PRIORIDADE ALTA
Rastrear fluxo de criptoativos via 2GO Bank — destino Hong Kong/China
Ferramenta: Chainalysis / TRM Labs · Cooperação INTERPOL · COAF análise on-chain
ALTA
Mapear triangulação Hydra × Carbono Oculto × Banco Master (infraestrutura comum)
Fintechs + REAG + BK Bank = mesmo ecossistema? · Consultores jurídicos comuns?
ALTA
Auditar conivência de consultorias internacionais no compliance das fintechs
Quem auditou 2GO e InvBank? Certificações PCI/SOC de fachada?
ALTA
Ativar formalmente MLAT Brasil-EUA para acesso a registros Delaware e Houston
Haddad já levou material a Trump · Resposta americana: pendente · Janela eleitoral 2026
ALTA
Investigar outros policiais civis ativos com participação em fintechs de lavagem
Cyllas atuou no DEIC — departamento estratégico · Padrão de infiltração institucional
ALTA
🔵 PRIORIDADE MÉDIA — Análise Sistêmica
Verificar conexão Hydra × Sem Desconto: financeiras não bancárias + crédito consignado fraudulento
Hipótese: mesmo vetor de fintechs não reguladas utilizado em duas frentes criminosas distintas
MÉDIA
Dimensionar extensão real da rede PCC-Hezbollah além do Dry Marroquino (Garip Uç)
Rotas de drogas + lavagem compartilhada + carteiras cripto = cooperação estrutural?
MÉDIA
Propor legislação para fechar brecha de "contas-bolsão" em instituições de pagamento
Regulação do BC deve exigir contas segregadas por cliente — como no modelo europeu PSD2
MÉDIA
Gerar entrada JSON lawfare-timeline: IDs 153-160 cobrindo Hydra e operações conexas
Categorias: lacuna_investigativa + falha_institucional + padrão_sistêmico · CC0
MÉDIA
Padrões Sistêmicos Identificados — Hydra no Contexto do Lawfare-Timeline
🧬
Padrão emergente confirmado: P7 — Captura do sistema de pagamentos digital
A Hydra confirma um padrão novo (além dos 6 originais + P7 do INSS): a infiltração sistemática do ecossistema fintech como substituto dos canais tradicionais de lavagem. O crime organizado se antecipou à regulação — e a brecha foi mantida aberta por ação política documentada (revogação e-Financeira).
P1 — Hydra
Anulação via Defecto Processual / HC como Escudo
Cyllas Salerno preso 3 vezes, com liberação via habeas corpus entre a 1ª e 2ª prisões. O HC como instrumento legítimo de garantia fundamental é sistematicamente explorado como ferramenta de postergação. Padrão idêntico ao de Lava Jato (STJ revisando prisões preventivas) e Compliance Zero (Vorcaro).
P2 — Hydra
Investigadores/Delatores se Tornam Alvos
Gritzbach foi o whistleblower e foi executado 8 dias após seu depoimento. Cara Preta e Japa (cotistas da InvBank) estão mortos antes mesmo da operação ser deflagrada. O padrão de silenciamento físico de fontes é o mais extremo da escala: antes havia prisões e processos — agora há eliminações.
P3 — Hydra + Compliance Zero
Captura Judicial Emergencial — STF como Terminal
O caso conexo Compliance Zero está no STF sob sigilo com Toffoli. A Hydra tem MP ocultando identidade de denunciados. Em ambos, o mecanismo é o mesmo: a informação que permitiria rastrear beneficiários finais está protegida por sigilo judicial ou por omissão institucional.
P4 — Hydra (novo)
Weaponização da Regulação via Desinformação
Em dezembro/2024, normativas da Receita Federal que ampliariam a transparência das fintechs (e-Financeira) foram revogadas após uma campanha de fake news. Quem produziu e financiou essa campanha? A pergunta permanece sem investigação pública. O timing — meses antes da Hydra ser deflagrada — é sugestivo.
P8 — NOVO — Hydra
Captura do Sistema de Pagamentos Digital
A infiltração de organizações criminosas em fintechs reguladas como "instituições de pagamento" representa um upgrade estrutural em relação a todos os mecanismos anteriores. Não são mais doleiros ou offshores — é a própria infraestrutura de pagamentos digital sendo usada como canal de lavagem. O crime antecipou a regulação em pelo menos 5 anos.
Comparativo Internacional
Mani Pulite (Itália, 1992)
Operação chegou a financiadores reais de partidos. No Brasil, investigações sistematicamente param na camada operacional, nunca nos beneficiários políticos finais. A Hydra para em Cyllas Salerno — o gerente, não o dono.
FinCEN Files (EUA, 2020)
Vazamento revelou bancos americanos processando lavagem apesar de alertas internos. No Brasil, a Hydra mostra que a cumplicidade não está nos bancos tradicionais mas nas fintechs — um setor que os reguladores escolheram deliberadamente não regular com o mesmo rigor.
CPIB Singapore
Singapura processa investigados até o topo e confisca ativos preventivamente. No Brasil, a ausência de lei antimáfia equivalente impede o bloqueio preventivo dos R$ 6bi — permitindo que os recursos sejam movimentados durante o próprio processo.
Cronologia da Operação Hydra
2019–2024
Esquema ativo — R$ 6bi movimentados em 5 anos
2GO Bank e InvBank operam como artérias financeiras do PCC por pelo menos 5 anos sem interrupção. Smurfing, criptoativos, empresas fachada e câmbio internacional em 15 países. Cyllas Salerno, policial do DEIC com salário de R$ 10mil, comanda fintech milionária.
DEZ/2021
Cara Preta assassinado — primeiro nó se rompe
Anselmo Santa Fausta ("Cara Preta"), cotista direto da InvBank, é morto em emboscada no Tatuapé. Gritzbach é apontado como mandante do crime — ele próprio era parte do esquema de lavagem. A morte de Cara Preta altera o equilíbrio de poder interno do PCC e cria uma cadeia de eventos que levará à delação.
2023
Conexão PCC-Hezbollah via Dry Marroquino — primeiro sinal
Operação desvenda laboratório PCC de haxixe turco em solo brasileiro. Preso: Garip Uç, químico turco que pediu refúgio em 2020. Israel começa a monitorar carteiras digitais brasileiras com suspeita de sobreposição PCC-Hezbollah.
2023
Cyllas Salerno preso pela 1ª vez — lavagem para chineses
Polícia Federal prende Cyllas em operação contra lavagem de dinheiro para criminosos chineses. Esta é a primeira de três prisões. O padrão se estabelece: preso, solto, preso novamente.
DEZ/2024
Receita revoga e-Financeira — brecha mantida por fake news
Alterações da e-Financeira que ampliariam a transparência das fintechs são revogadas após campanha de fake news. Pergunta não investigada: quem produziu e financiou a desinformação? Timing suspeito — meses antes da Hydra.
26/NOV/2024
Op. Tai-Pan — Cyllas preso pela 2ª vez
PF deflagra Operação Tai-Pan contra crimes financeiros. Cyllas Salerno é preso. Os R$ 6bi em 5 anos são documentados pela primeira vez. O esquema Hydra começa a ser formalmente mapeado.
31/OUT/2024
Gritzbach depõe à Corregedoria da Polícia Civil
Antônio Vinicius Gritzbach, em delação premiada, detalha como as fintechs 2GO Bank e InvBank eram usadas pelo PCC. Cita Cyllas Salerno como sócio de Cara Preta e Japa na 2GO Bank. Este depoimento é o gatilho direto da Operação Hydra.
08/NOV/2024
Gritzbach executado no Aeroporto de Guarulhos
8 dias após seu depoimento, Gritzbach é morto a tiros de fuzil no Aeroporto Internacional de Guarulhos. O silenciamento é cirúrgico e rápido. O caso evidencia a ausência de protocolo de proteção efetivo para colaboradores premiados em casos de crime organizado.
JAN/2025
Cyllas obtém habeas corpus — solto
Decisão judicial libera Cyllas Salerno após a prisão na Op. Tai-Pan. Permanece afastado das funções da Polícia Civil, respondendo a procedimento na Corregedoria. A liberação permite potencial destruição de evidências no intervalo.
25/FEV/2025
Operação Hydra deflagrada — Cyllas preso pela 3ª vez
MPSP e PF deflagam a Operação Hydra. Cyllas Salerno é preso. Mandados de busca e apreensão em SP, Santo André e SBC. 8 contas bloqueadas. Atividades das fintechs suspensas temporariamente. Israel confirma alerta sobre carteiras PCC-Hezbollah.
MAR/2025
MPSP denuncia 3 — identidades não divulgadas
Ministério Público de São Paulo denuncia formalmente 3 pessoas pelos R$ 6 bilhões de lavagem. As identidades não são divulgadas publicamente. Esta é a lacuna crítica que permanece aberta até hoje.
SET/2025
Cyllas preso pela 3ª vez — novos crimes
Policial é preso pela terceira vez, desta vez sob suspeita de aplicar golpes. A progressão de crimes e prisões sem condenação definitiva ilustra a capacidade operacional mantida mesmo sob investigação. O processo judicial continua.
ABR/2026 — HOJE
Status: investigação ativa — beneficiários finais: desconhecidos
4 frentes convergem: CPI Crime Organizado + CPMI INSS + Compliance Zero (STF/sigilo) + Hydra (MPSP). MLAT EUA: sem resposta. Delaware: beneficiários ocultos. Eleições de outubro/2026 criam pressão de tempo crítica para avanço investigativo.